Imprensa

09-Mar-2020 09:59
Denúncia

Araçariguama: SMetal cobra esclarecimentos da Metalur

Empresa, que está em recuperação judicial, foi denunciada por parcelar o pagamento da rescisão; funcionários estão sendo orientados pela fábrica a ficarem em casa, sem definição de salário e benefício

2020, imprensa, Foguinho/Imprensa SMetal
SMetal realizou assembleia na empresa na terça-feira, 3Foguinho/Imprensa SMetal

O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) protocolou, nesta quinta-feira, 5 uma pauta de reivindicação na empresa Metalur, em Araçariguama. O documento pede esclarecimentos sobre diversas denúncias recebidas pelo Sindicato acerca de descumprimento de leis trabalhistas e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Na terça-feira, 3, uma assembleia foi realizada com os trabalhadores para falar da situação. O dirigente sindical João Farani explicou aos trabalhadores sobre as denúncias recebidas. Segundo ele, funcionários têm sido demitidos e as verbas rescisórias estão sendo parceladas sem acordo com o Sindicato.

Além disso, por conta na queda da produção, metalúrgicos estariam sendo orientados a ficarem em casa, sem nenhuma definição sobre salários ou benefícios. “Nós estamos preocupados com os direitos dos trabalhadores e temos que saber a real situação da empresa. Até para que ninguém seja pego de surpresa se houver algum problema maior com a justiça”, ressaltou Farani

Recuperação Judicial

A Metalur entrou com pedido de recuperação judicial depois de acumular dívidas. O plano de recuperação foi homologado em janeiro de 2019 e as dívidas trabalhistas da empresa tinham que ser quitadas até dezembro do ano passado. No entanto, a Metalur conseguiu prorrogação desse prazo.

De acordo com o jurídico do SMetal, a recuperação judicial é um plano para o pagamento das dívidas anteriores a sua concessão. “Ela não abrange dívidas posteriores”, explica a advogada Érika Mendes.

“A empresa continua no controle das atividades da fábrica e da gestão administrativa e deve cumprir suas obrigações nos termos da legislação, inclusive quanto ao prazo para pagamento de verbas rescisórias, que não podem ser parceladas”, conta. A advogada do SMetal completa ainda que medidas judiciais podem ser tomadas.

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