Imprensa

25-Jan-2017 15:27 - Atualizado em 29/05/2018 17:05
Mudança

De volta ao chão de fábrica

Izídio, Vereador, Fábrica,
Izídio volta para fábrica
Terminado o meu segundo mandato como vereador de Sorocaba, no final do ano passado, pedi aos meus companheiros de diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos que solicitassem à Metalac que me reintegrasse ao meu posto de trabalho na fábrica.

A direção da empresa aceitou meu retorno com base da estabilidade no emprego à qual o dirigente sindical têm direito. No dia 3 de janeiro, enfim, retornei à fábrica no setor de controle de qualidade.

Poucos dias depois, ainda na primeira quinzena deste mês, passei para a função que desempenho hoje, de operador de máquina. No caso, uma ilha de tornos automáticos. O produto principal são pinos para sistemas de freios automotivos.

Na verdade, minha formação original na área metalúrgica é de preparador de máquina. Mas como o setor não existe mais na Metalac, fui adaptado a outra função.

Estou feliz em meu novo posto e, principalmente, com a volta do meu contato com o pessoal de chão de fábrica, com a rotina da indústria, com as demandas que surgem no local de trabalho e que afetam diretamente o trabalhador, seja da produção ou da área administrativa.

Minha experiência parlamentar contribuiu para aguçar minha percepção sobre os anseios que afligem o trabalhador durante o desempenho de suas funções na fábrica e também no bairro onde ele mora, na cidade em que vive.

É possível perceber que, assim como os problemas no trabalho afetam a vida do metalúrgico em casa ou na comunidade; os problemas sociais — como saúde, educação e segurança — também alteram o ânimo e sugam as energias do trabalhador durante o expediente na fábrica.

 

Sempre em contato

Nunca perdi de fato o contato com os trabalhadores e trabalhadoras das fábricas metalúrgicas, em especial da Metalac. Sempre dialogava com eles durante minha atuação sindical, nas assembleias, negociações e plenárias; ou devido à minha missão como vereador, verificando problemas nos bairros sempre que procurado pelo pessoal da categoria.

Mas retomar o contato cotidano, no pé da máquina, na catraca, no refeitório, no ambiente de trabalho, é uma alegria que só aumenta nossa vontade de seguir em frente, lutando por melhorias, justiça e igualdade para a categoria e a sociedade.

Tive a felicidade de voltar a conviver rotineiramente com alguns companheiros de fábrica das décadas de 80 e 90. Bem como tenho a satisfação de compartilhar a rotina com muitos companheiros mais novos, de idade ou de fábrica. Aprendo muito com todos eles.

Como a Metalac tem jornada de 40h semanais — foi a primeira fábrica do setor a conquistar a redução de jornada na região, no início dos anos 90, fruto da luta sindical — meu turno é das 8h às 17h de segunda a quinta-feira; e das 6h às 14h30 na sexta-feira.

 

Renovação de energias

Essa volta representa para mim uma renovação de energias e de ideais. Os últimos anos, principalmente 2016, estão entre os mais complexos da história recente do país. O ódio, a intolerância e as manipulações da grande mídia se disseminaram feito praga no país. Esse sentimento sombrio se espalhou pelas cidades, inclusive Sorocaba.

O resultado é que muitos dos direitos sociais e trabalhistas durante conquistados por décadas pelos trabalhadores e suas lideranças, hoje estão ameaçados.

Mas, enfim, não podemos desanimar. Uma das grandes marcas dos metalúrgicos é a capacidade de resistir e lutar para superar as adversidades. Eu acredito nisso!

Contem comigo!

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