Imprensa

25-Set-2019 11:35
ENERGIA EÓLICA

Falta de política industrial prejudica fábrica de Sorocaba

Em assembleia nesta terça-feira, 17, o SMetal informou que, segundo a Wobben, uma combinação de fatores negativos, como a falta de produção de pás eólicas e de leilões de energia, podem ocasionar novas demissões

A falta de incentivo à produção de equipamentos de energia eólica no Brasil tem preocupado a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), especialmente em relação à metalúrgica Wobben. 

O Sindicato vem cobrando uma posição da empresa sobre o futuro da fábrica em Sorocaba e realizou nesta terça-feira, dia 17, uma assembleia informativa com os trabalhadores.

Os dirigentes sindicais comunicaram que, na semana passada, estiveram reunidos com representantes da Wobben para buscar informações concretas sobre a situação da planta. “Segundo eles, há uma combinação de fatores negativos, como falta de produção de pás eólicas e de leilões de energia, o que pode ocasionar novas demissões”, explicou o assessor sindical Francisco José Ferreira.

Para ele, o descaso dos governos municipal, estadual e federal em buscar uma política de desenvolvimento industrial e geração de emprego é muito preocupante. “Já diversas famílias vítimas dessa irresponsabilidade, que estão desempregados e sem perspectiva de mudança”, criticou.

Francisco contou ainda que o Sindicato vai continuar acompanhado de perto a situação da empresa e aguardam o retorno do presidente da Wobben Brasil da Alemanha para obter mais informações sobre futuro da unidade.

“Podem contar conosco para tudo que for possível. A empresa não abriu o espaço de negociação ao Sindicato na forma que gostaríamos, mas toda a nossa estrutura está aberta aos trabalhadores e trabalhadoras”, concluiu.

Histórico

Recentemente, por falta de leilões para a contratação de novos projetos e a queda significativa na produção de pás e geradores, a Wobben demitiu mais de 90 trabalhadores na planta de Sorocaba. “Isso é reflexo da falta de uma política industrial e incentivos à cadeia produtiva de energia, visto que esse setor é o que mais depende de ações governamentais”, lembra o secretário-geral do SMetal, Silvio Ferreira.

Em outros momentos de crise no setor, uma comitiva do Sindicato junto com a empresa chegou a ir até Brasília conversar com o representantes do Governo Federal em busca de novos investimentos. “Hoje não temos nem mais essa possibilidade, pois não há perspectiva de qualquer projeto de matriz energética, nem esforços do atual governo para reverter essa situação”, lamenta.

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